Sunday, January 21, 2007

O Fim da Pobreza

Mesmo quando não se anda à procura, em alguns países é inevitável encontrá-la. A pobreza, essa palavra que nos seus múltiplos signficados e interpretações fala de miséria, fome, exclusão social, da falta de meios de subsistência e acesso aos níveis mínimos de educação e saúde. Habitualmente encontramo-la nas ruas, dormindo ao relento às margens da sociedade, nos bairros pobres de cidades grandes tentando sobreviver ao dia-a-dia entre linhas de comboio e esgotos a céu aberto. Encontramo-la também nos campos, vivendo do que lhe dá a terra, sempre dependente do que lhe trazem as estações, a uma caminhada de quilómetros da primeira escola, de um médico ou de uma fonte de abastecimento de água.

Nestes quase oito meses de viagem, vimos a pobreza de perto na Bolívia, esse país isolado de alta montanha onde todas as comunicações terrestres são penosamente lentas, que, excessivamente dependente da sua indústria mineira, nunca recuperou da queda dos preços do alumínio e do zinco nas bolsas internacionais em meados dos anos oitenta. Nos pueblos desertificados das zonas remotas de Uyuni na fronteira com o Chile ou no caos de uma La Paz pintada a cor-de-tijolo, é a mesma Bolívia que vemos ainda à procura de uma nova saída para o futuro, por entre uma época de agitação política de consequências imprevisíveis.

Na Índia, a maior democracia do mundo vive uma época de transição, numa economia que movida pelo crescimento explosivo das empresas de tecnologias de informação e software iniciou já o caminho seguro do progresso. O grande desafio, longe de vencido, está em conseguir que esse progresso não se limite às principais cidades ou às zonas francas de benefícios fiscais, mas se estenda à Índia profunda, maioritariamente rural e com elevados níveis de iliteracia, onde o flagelo das castas e as pesadas tradições mais se fazem sentir, prejudicando sobretudo o estatuto da mulher no acesso livre à vida activa e dificultando o planeamento familiar. O desafio de um progresso que não se limite a criar os primeiros multi-milionários alargando o fosso entre ricos e pobres, mas que torne universal o acesso aos mais básicos cuidados de saúde e educação, sem marginalizar ninguém no acesso à nova economia.

Na China, o novo gigante mundial é o exemplo do degrau seguinte nesta escada do desenvolvimento. Há muitos anos desperta para os benefícios do comércio internacional, a China substituiu já o que sobrava do comunismo por uma economia de estado progressivamente mais aberta à iniciativa privada, trocando as bicicletas por carros, os restaurantes de hutongs por McDonald's com drive-in e o livro vermelho do Mao pela cartilha do capitalismo. Com uma classe média recente, é visível pelas ruas um entusiasmo quase juvenil pelo mais moderno telemóvel, pelo par de ténis mais design, pelos gadgets de última geração que são também o símbolo de uma nova cultura do consumismo. Um desenvolvimento que começou pelas indústrias de mão-de-obra barata e tem o seu reverso nos graves problemas ecológicos que vêm assolando o país, como o provam as frequentes secas no interior agrícola e o facto da China ter neste momento dezasseis das vinte cidades mais poluídas do mundo.

Destas diferentes experiências fomos desenvolvendo um novo olhar sobre o subdesenvolvimento, mais informado por termos acesso directo à realidade e sobretudo por termos tempo para pensar nela. Mas na Tailândia, numa livraria de Chiang Mai, um pequeno livro de capa branca, carregadas letras vermelhas e a ilustração de uma planta a germinar chamou a nossa atenção e ao longo da sua leitura levou-nos a realmente aprofundar o nosso conhecimento sobre a pobreza. Com um prefácio do Bono como cartão de visita, este livro de que nunca tínhamos ouvido falar e de um autor para nós desconhecido iria durante o mês seguinte mudar a nossa forma de ver o mundo. O livro chama-se simplesmente "O Fim da Pobreza", e o seu autor Jeffrey Sachs.

Conselheiro-especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, Jeffrey Sachs é segundo o New York Times o mais importante economista em todo o mundo. Com uma longa carreira como conselheiro de países do Terceiro Mundo, esteve na Bolívia durante a grave crise inflaccionista nos anos oitenta, acompanhou a viragem da Polónia e Rússia rumo à economia de mercado depois da queda do bloco comunista e assistiu in-loco aos primeiros passos da China e da Índia como potências emergentes do comércio internacional. Nos últimos dez anos, tem dedicado a maior parte do seu tempo ao continente africano, o coração do Terceiro Mundo onde o desafio da pobreza atinge uma dimensão por vezes julgada grande demais para ser enfrentada.

Estando na linha da frente do combate à pobreza, Jeffrey Sachs conhece como ninguém as suas causas e diferentes formas. Derrubando um a um juízos apressados e preconceituosos, nomeadamente os que resumem as causas da pobreza em África à corrupção dos seus dirigentes ou a uma cultura de preguiça induzida pelo clima quente, analisa em profundidade a dimensão do problema e as suas raízes. Em África o combate à pobreza exige uma ajuda contínua suportada por um plano concreto, como o foi o Plano Marshall para a Europa no pós-guerra, um plano que para ser posto em marcha precisa apenas que o mundo desenvolvido cumpra as suas contínuas promessas de prestar um apoio financeiro sustentado que corresponde a 0.7% do seu PIB. Esse plano existe, está assinado por todos os países que fazem parte da ONU e chama-se a Millenium Declaration. O objectivo é claro, e reflecte a ambição dos governos do mundo encararem o combate à pobreza como o grande desafio da nossa geração, acabar com a extrema pobreza até 2025, atacando o problema em todas as frentes.

"O Fim da Pobreza" não é por isso apenas mais um livro que fala de problemas, é antes de mais um livro que propõe uma solução concreta, expondo de forma simples e com a clareza dos números como a erradicação da extrema pobreza não é uma ideia vaga e utópica na mente de um sonhador, mas uma meta realista e alcançável em 25 anos.

O caminho para lá chegar, vamo-lo descobrindo ao longo do livro, mas passa antes de mais por cada governo do mundo desenvolvido, nomeadamente o nosso, honrar os seus compromissos de ajuda externa. Os Estados Unidos são o exemplo mais visível do incumprimento das promessas, e não apenas durante os mandatos de George W. Bush. Com uma contribuição anual em 2002 de 19 biliões de dólares, apenas 0.15% do seu PIB, os EUA estão bem abaixo do valor de 0.7% repetidamente assumido pelos seus dirigentes em reuniões internacionais. Em 2005, só a guerra no Iraque custou 90 biliões de dólares, de um orçamento militar que totaliza 450 biliões de dólares, cinco vezes mais do que o que seria necessário para honrar o compromisso de ajuda externa. Mesmo Portugal está bem abaixo da fasquia dos 0.7%, e é incrivelmente o quarto país no mundo com o maior índice de gastos militares por comparação com os investimentos em ajuda externa.

"O Fim da Pobreza" é daqueles livros que nos faz crescer e abrir os olhos para o mundo em que vivemos. Um mundo em que morrem diariamente vinte mil pessoas, todos os dias, como consequência da extrema pobreza. O mesmo mundo em que um bilião de pessoas vive no conforto do pleno desenvolvimento enquanto outro bilião sobrevive diariamente tentando afastar a sombra da morte trazida pela fome, pela malária, a turbeculose ou a SIDA.

Mas nada disto é completamente novo. Já vimos até à exaustão imagens da fome em África, relatos da pobreza nos bairros de lata da América do Sul ou nas zonas mais pobres do Sudeste Asiático, e até nos blindámos a tudo isso para sobrevivermos ao dia-a-dia sem nos sentirmos soterrados pela impotência e pormos em causa a nossa sanidade. Afinal, o que é que nós podemos fazer?

O que é novo e radicalmente diferente nas palavras de Jeffrey Sachs é a noção de que vivemos um momento histórico sem precedentes, e que pela primeira vez na História da Humanidade é possível acabar com a extrema pobreza. Na verdade a extrema pobreza é tão antiga como o homem, que sempre teve que enfrentar a dureza dos elementos para sobreviver. Há apenas dois séculos, a esperança média de vida na Europa era de cerca de quarenta anos. Mas no início do terceiro milénio, pela primeira vez o Homem dispõe de tecnologia para fazer chegar a água aos locais mais remotos, para tornar férteis os terrenos mais inóspitos e para curar e prevenir doenças que há apenas cem anos se julgavam incuráveis. Pela primeira vez existe um plano concreto, desenhado e assinado por todos os países do mundo através das instituições das Nações Unidas, com metas claras e uma estimativa de custos que é facilmente suportada, sem grandes sacrifícios, pelas economias do mundo desenvolvido. Pela primeira vez, mais do que uma questão de capacidade é uma questão de vontade. Podemos continuar a olhar para o lado, podemos fingir que vivemos numa pequena ilha isolada do mundo, podemos viver a vida inteira felizes entre uma ida ao cinema e um passeio no parque, mas não podemos dizer que não soubemos que há muito, mesmo muito que podemos fazer.

12 Comments:

Anonymous Anonymous said...

olá!



obrigada por escreverem outra vez.Vou procurar o livro, o vosso texto é um óptima introduçao.

Muitos beijos,


constança

5:22 PM  
Blogger Ricardo said...

"Aprende a dar antes que a riqueza te torne ganancioso" (já não me lembro de quem o disse...)

O combate à pobreza é definitivamente um dos mais importantes desafios que sempre enfrentámos. E ele não é de hoje. Foi um desafio que, quer queiramos quer não, a Humanidade sempre soube perder.

Os “Objectivos do Milénio” (ou “Desafios do Milénio”), sob a égide da ONU, podem-nos, a nós, parecer extraordinariamente simples. "Reduzir para metade a população mundial que vive com menos de 1 dólar por dia até 2015" ou "Assegurar que todos os rapazes e raparigas completam a educação primária" podem-nos fazer sorrir. Mas é a medida da disparidade do Mundo em que vivemos.

Um Mundo em que, ao contrário daquilo que genericamente se pensa, o problema da fome não advém da falta de capacidade de produção (na realidade, esta até é excedentária), mas sim de um problema de distribuição. Um Mundo em que é economicisticamente mais proveitoso pagar a um médico formado e com experiência (por exemplo, do leste europeu) para trabalhar nas obras a carregar sacas de cimento (prejudicando assim a habilidade futura das suas mãos...) em lugar de o colocar a exercer medicina em locais sem assistência médica (por exemplo, na África subsariana). Um Mundo que, não nos iludamos, está muito longe da eficiência de Pareto de que tanto gostaríamos - sim, é ainda possível atingir pontos de maior eficiência económica sem maior gasto de recursos, é só uma questão da dinâmica da alocação dos mesmos.

É tudo uma questão de aproveitamento de recursos. É tudo uma questão de saber como gastá-los e de os gastar nas coisas certas. É uma questão de, enquanto estados, sabermos prescindir de algo para atingir qualquer coisa muito maior em troca. São os EUA trocarem uma parte do que gastam em armamento por projectos de desenvolvimento sustentável no mundo empobrecido, amenizando tensões económico-políticas. É a Europa aceitar uma economia baseada num sistema de comércio justo para com as economias em desenvolvimento, incitando acréscimo de valor junto da base dos recursos primários. É a coragem para estabelecer relações económicas que não passem pelo delapidar de riquezas e produtividade de um país para o enriquecimento de indivíduos, como o fazem os que jogam pela via da corrupção.

Mas é também uma questão de, enquanto indivíduos, seres humanos que primariamente somos, termos a coragem de nos comportarmos de forma diferente da que nos rodeia. É a coragem de procurarmos a felicidade e a satisfação pessoal, não através da acumulação de pequenos prazeres momentâneos (que está substancialmente provado que não trazem felicidade sustentável), mas pela construção de algo que fique indelevelmente no nosso coração – algo que, aconteça o que acontecer, vivamos os anos que vivamos, possamos sempre saber que foi a opção certa, que tenhamos orgulho de ter feito. Apoiar projectos responsáveis em países em vias de desenvolvimento que geram emprego e riqueza para as pessoas que lá vivem (há uns tempos vi uma reportagem fabulosa sobre um grupo de vizinhos norte-americanos que se juntou e mensalmente põem de lado dinheiro para criar um fundo de financiamento de um “banco dos pobres”, analisando as propostas que lhe chegam da Nicarágua, e decidindo como canalizar esse fundo tendo em conta a riqueza que vai criar para os indivíduos da zona que apoiam), ajudar crianças (ou adultos!) a aprender a ler ou a dar-lhes explicações de matematicamente (e acreditem, que, às vezes, temos depois aquelas surpresas que nos enchem a alma por anos e anos e anos), pressionar instituições (como governos) a fazer o que é correcto (como honrar o compromisso dos 0.7% do PIB inscrito nos Desafios do Milénio da ONU), no fundo, aprendermos a retribuir a extrema felicidade que tivemos por, sem nada termos feito por isso, termos nascido ‘deste lado’ – o lado que está neste momento a teorizar sobre a pobreza que nunca sentiu, num computador capaz de fazer milhões de cálculos por segundo, numa sala aquecida, com luz artificial, antes de cumprir o ritual do leite com chocolate antes de deitar…

Nós não pensamos nisso mas, sempre que fazemos algo para tornar melhor o Mundo em que vivemos, dando parte do nosso tempo, da nossa riqueza pessoal, daquilo que nós somos, fazendo aquilo que sabemos estar certos (e que temos consciência que vamos sempre saber que estava certo), estamos a tornar-nos mais felizes, estamos a melhorar a nossa própria vida sem muitas vezes termos consciência disso. Mas, e mais ainda, estamos a tornar melhor a vida de outras pessoas.

Por último (eu quando começo a escrever nunca mais paro, Filipa, não me devias ter desafiado a ler este post), há uns anos atrás li uma crónica de que nunca me esqueci. Um jornalista (salvo erro) português, que conheceu um rapaz indiano em Bombaim (ou Calcutá ou Deli?). O rapaz (menos de 10 anos) fazia biscates na rua e vivia disso. Por qualquer motivo, o jornalista achou-lhe piada e acabou por meter conversa com ele. E soube do seu grande sonho – ter uma caixa para engraxar sapatos só dele. Com uma caixa para engraxar sapatos, podia tratar dos sapatos de quem passava, podia ter o negócio dele e assim juntar algum dinheiro para sair dali. Era o seu sonho! Era o seu projecto de vida! Era para isso que procurava guardar dinheiro dos biscates que fazia. No final do dia, o jornalista, acabava por lhe dar o dinheiro para comprar uma caixa de engraxar sapatos. Para viver o seu sonho! E acabava a crónica dizendo “custou-me 10 contos. Foi esse o preço que paguei para me tornar o Deus de alguém”. Sempre que damos um pouco de nós (seja dinheiro ou tempo ou conhecimento) a alguém, desinteressadamente, para tornar a vida dessa pessoa melhor, no fundo é isso que acontece – por momentos, por breves instantes, roçamos a divindade, o poder de mudar a vida das pessoas.

11:01 PM  
Anonymous Anonymous said...

Obrigado por terem partilhado a vossa aventura com o resto do Mundo. Devia ser possivel proporcionar uma experiencia deste genero a todas as pessoas, numa dada altura da vida. Para quando uma "reprise"?

12:37 PM  
Anonymous Anonymous said...

O tema é difícil, e as propostas para a solução do mesmo parecem à partida impossíveis de estabelecer. Já tinha lido o texto ponto de partida há uns dias mas não me atrevia a expressar qualquer comentário. Pensando sobre o porquê do condicionamento que sentimos quando se trata deste tema cheguei à conclusão que uns foram condicionados pela religião, outros pela política cujo braço armado são os partidos. Assim quando aparecem dois depoimentos, ácerca do problema da irradicação da pobreza, que pretendem dar pistas para atingirmos um estádio em que se possa chegar a uma outra forma de distribuição da riqueza, reparem que não se fala aqui de apropriação mas sim de distribuição, pois que a riqueza já existe e se cada um de nós olhar para si próprio sabe que sim tenho algum receio que não consigamos acreditar que há caminhos novos e diferentes e que se queremos um mundo onde nos possamos sentir mais felizes teremos de tentar experimentá-los.
Principiemos talvez por ler o "Objectivos do Milénio" às vezes um bocadinho de teoria também ajuda.

Um abraço da J

6:08 PM  
Blogger bublicious said...

Podemos sempre fazer qq coisa! Eu acho q tem tudo haver com as nossas atitudes diáriaas... é óbvio q não posso mudar o mundo, mas posso mudar-me e contribuir para o bem dos q me rodeiam e q não rodeiam! Por ex: eu sou sponsor da Engerling, uma colombiana, q tem 4 anos (nasceu uma semana depois da tota)! Posso tb ter um sorriso para a senhora do café ou para aquele homem q refila comigo no trânsito só pq está mal disposto... ao mudar-mos pequenas coisas em nós, muda-mos nos outros ou pelo menos fazemos com q eles fiquem mais ''aware'' dos seus comportamentos... e aos poucos, vamos lá! mudam-se mentalidades e formas de estar! O teu irmão e a Cat são, hj, tb sponsors de crianças... e isto foi uma consequência do natal em q ele enviou um sms a dizer para se dar a caridade e eu respondi q não devia ser só no natal e q eu proporcionava uma vida melhor a uma criança... e eles decidiram fazer o mm! É claro q se eu pudesse, fazia o mm por todas as crianças no mundo! A conclusão é: Vamos nos mudar a nós, o nosso interior... e o resto há-de vir :)

bjnhs

8:01 PM  
Blogger Bluedog said...

A nossa Casa Comum está doente por culpa do Homem, construir o Homem Novo tem dado históricamente asneira da grossa, façamos de cada dia um tempo de viver melhor com o Outro ( e isso inclui o combate à pobreza, mas não só...).Nem é preciso inventar ou criar algo de novo, basta olhar para homens como Cristo, Gandhi, o Abbé Pierre (morreu há dias)e praticar, praticar, praticar. Até por que se aprende melhor, fazendo

3:05 PM  
Blogger Billy said...

É um tema actual que anda de passo acertado com a protecção do ambiente e da boa distribuição dos recursos disponíveis.

De uma forma simples, Tim Harford, o Dear Economist do Financial Times, explica-nos como a economia e o mercado livre podem de facto ajudar o mundo. Ou seja, não é uma luta dos maus (os consumistas mauzões do ocidente) contra os bons (as pobres vítimas do sul e do oriente), mas sim uma questão de dar os preços certos às coisas e de deixar que as regras do mercado livre cumpram o seu papel.

Não sou economista, nem nada que se pareça, mas li o livro de fio a pavio. A tradução portuguesa não é maravilhosa, mas é legível.

10:27 PM  
Blogger GoncaloCV said...

Eu desde "A Praia" não vinha por cá. Pensava que isto tinha fechado para obras ou que teriam outro blog "Parar para trabalhar" ou qualquer coisa do género. Besos

11:30 AM  
Blogger GoncaloCV said...

Quanto ao post, confesso que não li. É muito comprido pá!

11:31 AM  
Anonymous Anonymous said...

Caro Joao e Filipa:

viagens destas sao o comeco de uma vida diferente, ate' quando voltam ao mesmo trabalho, no mesmo local, com as mesmas pessoas e na mesma cidade, a diferenca esta' em voces.

Escrevo para lhes perguntar quanto e' que gastaram ao todo nesta vossa epopeia? sem contar com o bilhete round-the-world, pq vcs ja' informam do preco.

ja' fiz algumas viagens, mas nem de perto foram tao longas nem tao bem organizadas (falta de graveto:)

se me poderem informar, agradecia
um abraco

joaomexia@yahoo.com

3:32 AM  
Anonymous Anonymous said...

Estive a ler uma pequena parte do vosso Blog e fiquei maravilhada! pelas fotos, pelos textos, pela vossa sensibilidade e perspectiva do mundo e da vida! parabéns e obrigada pela partilha!

Quanto ao "fim da pobreza" acredito sinceramente nele! acredito que a maior parte das pessoas está desperta para a injustiça deste mundo e disposta a lutar por ele, embora não muito disposta a perder a qualidade de vida que tem...
somos priviligiados, mas pelo que eu me apercebi de África, a taxa de suicidio não deve ser nada comparada com a da Europa, e vivemos assim uma contradição que me faz ver um mundo louco!
A quem muito é dado muito é exigido, e o que me distingue de uma pessoa que esteja neste momento a lutar pela sobrevivência na Guiné é a sorte...

eu tive mais sorte, tenho obrigação de por a render tudo o que tenho em mim e lutar por um mundo melhor!
através do voluntariado, do apadrinhamento, de um sorriso, ou da entrega da minha vida...

5:49 AM  
Anonymous Anonymous said...

Vou neste momento a meio do livro, e a adorar cada página.

Uma visão feita de experiência mas sem grandes tecnicismos, acessível a quem estiver disposto a ler/escutar. E a perceber que não estamos perante um jogo de soma nula, mas sim perante a perspectiva de uma situação em que todos ganham.

Leitura obrigatória.

6:12 PM  

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