Friday, June 09, 2006
Córdoba de passagem
Domingo, fim de dia. Despedímo-nos de Buenos Aires e seguimos Norte. Percorrendo a noite, o rodar vagaroso do coche cama atrasava o passar do tempo, acabando por nos embalar num sono solto, até chegar com o amanhecer a Córdoba.
A segunda cidade da Argentina recebeu-nos vestida de sol. Combinando as rugas da idade, marcadas pelas suas fachadas coloniais, com jovialidade de espirito, estimulada pelos muitos estudantes que procuram aqui, na cidade onde nasceu a primeira universidade da Argentina, a seguranca de um melhor curso, Córdoba é uma cidade com vida. Mas é também uma cidade que cresceu muito,tornando-se apenas confortável nas tres ou quatro ruas mais antigas e na praca principal, pelo que rapidamente conhecemos os pontos de interesse que tinha para mostrar.
Deixámo-nos levar pela zona pedonal, perfumada por laranjeiras, entrámos nalgumas das muitas igrejas que cruzam a cidade, trocámos um prato de lomo pelo Oriental Lounge, onde a sorte nos premiou com uma entrada japonesa de graca, por ali estarmos a jantar ao mesmo tempo que os donos faziam uma degustacao de sushi, sentimos a agitacao noturna com as esplanadas animadas pela noite fora e experimentámos ainda uma ida ao cinema, no dia da estreia do Código da Vinci.
Com as montanhas a vigiar a cidade, escolhemos La Cumbre, uma vila muito pequena de influencia inglesa, para as sentir de mais perto. A duas horas e meia de distancia, a calmia e verdes paisagens convidam a um fim de semana de descanso, passeios de bicicleta, golf, ou, para os mais radicais, descidas de asa delta, almocos prolongados e fins de tarde à lareira nas bonitas pousadas e casas de campo que ali há. Um refúgio para quem vive na cidade, que para nós se revelou como um bolo na vitrina pois, nas nossas cinco horas disponíveis e sem forma de ficar, nao pudemos explorar outro sentido que nao o do olhar...
De volta a Córdoba, uma frente fria precipitou-se e sentimos que estava na altura de partir.
Ao contrário de Buenos Aires, os tracos indígenas já se faziam sentir nas ruas que cruzaramos, mas ainda encobertos por vestes e ritmos urbanos. Queríamos por isso subir mais, chegar mais próximo dos Andes, para sentir verdadeiramente a cultura andina.
A segunda cidade da Argentina recebeu-nos vestida de sol. Combinando as rugas da idade, marcadas pelas suas fachadas coloniais, com jovialidade de espirito, estimulada pelos muitos estudantes que procuram aqui, na cidade onde nasceu a primeira universidade da Argentina, a seguranca de um melhor curso, Córdoba é uma cidade com vida. Mas é também uma cidade que cresceu muito,tornando-se apenas confortável nas tres ou quatro ruas mais antigas e na praca principal, pelo que rapidamente conhecemos os pontos de interesse que tinha para mostrar.
Deixámo-nos levar pela zona pedonal, perfumada por laranjeiras, entrámos nalgumas das muitas igrejas que cruzam a cidade, trocámos um prato de lomo pelo Oriental Lounge, onde a sorte nos premiou com uma entrada japonesa de graca, por ali estarmos a jantar ao mesmo tempo que os donos faziam uma degustacao de sushi, sentimos a agitacao noturna com as esplanadas animadas pela noite fora e experimentámos ainda uma ida ao cinema, no dia da estreia do Código da Vinci.Com as montanhas a vigiar a cidade, escolhemos La Cumbre, uma vila muito pequena de influencia inglesa, para as sentir de mais perto. A duas horas e meia de distancia, a calmia e verdes paisagens convidam a um fim de semana de descanso, passeios de bicicleta, golf, ou, para os mais radicais, descidas de asa delta, almocos prolongados e fins de tarde à lareira nas bonitas pousadas e casas de campo que ali há. Um refúgio para quem vive na cidade, que para nós se revelou como um bolo na vitrina pois, nas nossas cinco horas disponíveis e sem forma de ficar, nao pudemos explorar outro sentido que nao o do olhar...
De volta a Córdoba, uma frente fria precipitou-se e sentimos que estava na altura de partir.
Ao contrário de Buenos Aires, os tracos indígenas já se faziam sentir nas ruas que cruzaramos, mas ainda encobertos por vestes e ritmos urbanos. Queríamos por isso subir mais, chegar mais próximo dos Andes, para sentir verdadeiramente a cultura andina.


3 Comments:
La Cumbre me gusta !!! Cordoba, primeira universidade argentina ? Oh! Santa ignorância, não fazia a menor ideia que tinha uma universidade,quanto mais a primeira...
Amanhã vou estar ausente, espero contactar-vos Domingo à noite, futebol oblige...Muitos beijinhos e gozem agora a Bolívia...
10.06.06 - 0h18m
Hoje é dia 13 de junho e estou a pôr em dia as leituras fabulosas deste livro de viagens. Agora que estou de ressaca de ter acabado o meu curso de que tanto gostei, vou dedicar-me mais assiduamente a acompanhá-los.
Filipa e João, os textos estão polvilhados de felicidade e transpiram a magia de um olhar desponível e acolhedor de tudo por onde passa; as fotografias são o espelho de duas almas peregrinas, e só me apetece desintegrar e estar aí, convosco.
Vamos passar a semana dos anos do Tomás ao Algarve. Se a mãe do joão e os irmãos lá estiverem nessa semana - de 24 a 30 de julho - gostava muito de me encontar com eles ( Marta, João , Constança, Rodrigo, Inês, se lerem este comentário digam-me; se não lerem, eu hei-de entrar em contacto convosco mais perto da data...)
Fernando e Luisa, não é preciso ser no Algarve, um dia destes, quando quiserem, podemos combinar um encontro para trocarmos saudades. (Ah! o tomás já sabe fazer os animais do puzzle: eu peço-lhe para me trazer o porco, por ex., e ele traz-me as duas partes certinhas... . Só quando lhe peço a ovelha é que me traz a cabra... Mas estou a trabalhar no assunto.
Já mandei umas fotos do tomás mas só depois percebi que não estão muito focadas, talvez por a pilha estar muito fraca na altura. Foram por mail.
Beijos muito grandes e cheios de saudades.
claudia, tiago e tomás( já diz tia pipa)
olá claudia, pensamos estar no algarve nessa altura, mas ainda n acertámos com a casa, tinhamos alugado uma q falhou no ultimo momento... mas havemos de conseguir. obrigada pelo convite e até já. bjs marta
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