Monday, May 08, 2006

Sao Paulo e uma outra forma de família

Em Sao Paulo estivemos apenas dois dias, pouco tempo para uma cidade de proporcoes fora do comum, uma escala bem diferente de Lisboa. À chegada impressiona-nos o transito, o betao a perder de vista, a ausencia de colinas ou morros que lhe dê um horizonte, uma perspectiva de distancia. Mas descobrimos tambem bairros tranquilos, jardins, zonas de vivendas e casas baixas que, a espacos, conferem à cidade uma dimensao um pouco mais humana. Descobrimos tambem que em Sao Paulo pode comprar-se de tudo, há ruas para cada negocio e comercio, à semelhanca da antiga Rua do Ouro - a Av.Reboucas é a rua das noivas, a Cipriniano a das maquinas fotograficas, e assim por diante...

Dizem que Sao Paulo, dada a distância que a separa do mar, é uma cidade para ser vivida de noite, com uma oferta de restaurantes e bares sem igual na America do Sul. Deixamos entao para os dias apenas um passeio pela Avenida Paulista e a preparacao da nossa viagem ao Pantanal, e para as noites a descoberta desses outros encantos de Sao Paulo. Fomos ao Santa Gula, um restaurante tranquilo e de ambiente favela chic no bairro de Vila Madalena, iluminado por luz de velas, quadros e esculturas a toda a volta. Mais tarde fomos até ao Skye, o supra sumo do luxo na cidade, onde sabe-se lá como entrámos de sandálias! Do alto do ultimo piso do hotel Unique, este bar oferece-nos uma vista deslumbrante sobre o jardim de Ibirapuera, com os vultos dos aranha-ceus ao longe e as luzes da cidade a toda a volta.

Para terminar esta visita-relampago a Sao Paulo, tempo ainda para rever a familia do lado de cá: o Avo Quim, Tio Vasco, o Miguel e a Clarinha, o Beto, e tempo tambem para conhecer mais um primo, o Pedrinho. Como numa viagem no tempo, todos estavam quinze anos mais velhos que da ultima vez que cá estive, mais crescidos ou com menos cabelos, criancas que num abrir e fechar de olhos se tornaram homens, mulheres. Soube bem rever esta familia distante, que se ve apenas a espacos mas que partilha um mesmo sangue, uma mesma lingua, a mesma vontade de ser feliz nesta terra, o mesmo amor uns pelos outros, assim como uma versao mais pessoal da familia proxima que serao sempre Portugal e o Brasil.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Ola tios

Primeiro- não li o texto todo, tenho depois de ler.

Segundo, não li o texto todo porque voces diziam que nao tinha acentos o teclado, mas eu vi imensos acentos!!!

Beijos

Manel

6:30 PM  
Blogger a Mulher de César said...

olá! gostei (gostámos) mto do telefonema do domingo. Ó João, estás um bocado baralhado... o Pedrinho é teu primo, não é sobrinho. bjs gds.

10:59 AM  

Post a Comment

<< Home